Termina em 30 de junho prazo para magistrados responderem pesquisa ‘Quem somos. A magistratura que queremos’

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O presidente da AMB, Jayme de Oliveira, reuniu-se com integrantes da comissão da pesquisa “Quem somos. A magistratura que queremos”, na manhã desta quinta-feira (7), na sede da entidade. O levantamento, realizado pela Associação em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), foi lançado durante o XXIII Congresso Brasileiro de Magistrado (CBM), em 25 de maio, em Maceió (AL). Com o objetivo de atualizar a pesquisa feita pela AMB há 21 anos e elaborar as diretrizes para o Judiciário, além do trabalho ser fundamental para o aprimoramento da entidade. Após a coleta dos dados, os pesquisadores farão uma comparação entre a Magistratura atual e a de 1997.

Participaram da reunião os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Luis Felipe Salomão e Antonio Saldanha Palheiro, a pesquisadora Maria Alice Rezende de Carvalho, e os magistrados Marcia Correia Hollanda e Márcio Boscaro.

Coordenador da pesquisa, o ministro Luis Felipe Salomão afirmou que a iniciativa é “vital para que a Magistratura possa se conhecer, idealizar seus próximos passos e verificar quais foram os erros do passado. Portanto, ela é muito importante para que possamos nos identificar, saber como somos, pensamos e como podemos dar os próximos passos”.

O ministro Antonio Saldanha destacou a necessidade de dados atualizados. “É fundamental tudo que for direcionado à melhoria da situação da Magistratura como instituição e do magistrado como pessoa. Precisamos ter elementos que vão informar as medidas de gestão que devem ser tomadas; sem isso ficamos trabalhando no abstrato”, disse.

A pesquisadora Maria Alice de Carvalho reiterou que a pesquisa é muito importante para a Magistratura e para a sociedade brasileira. “Em um certo sentido, tem relação com a pesquisa que foi feita há cerca de 20 anos. É inspirada naquela ideia de que conhecer a Magistratura é bom para a Magistratura. É um questionário voltado para as condições de trabalho e de vida. Há algumas questões que tem vínculo com o questionário anterior, porque é importante termos a noção de como evoluiu a demografia da categoria ao longo desses 20 anos”, explicou.

Para Jayme de Oliveira, trabalhar com dados científicos é a melhor maneira de caminhar com segurança. “A AMB tem pouca tradição com pesquisas científicas. Algumas foram feitas no passado e foram excelentes, pois ajudam a direcionar a atuação da entidade. Daí a importância de que todos respondam e ajudem a construir o futuro da Magistratura”, afirmou.

Composição

Ainda compõem a comissão criada pela AMB para desenvolver o projeto a vice-presidente Institucional da entidade e presidente da Associação de Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj), Renata Gil, como coordenadora-adjunta; e os juízes Durval Augusto Rezende Filho e Michelini Jatobá, como membros. Além de Maria Alice de Carvalho, o levantamento conta com os pesquisadores Luiz Jorge Werneck Vianna e Marcelo Burgos.

Prazo para respostas

Os magistrados têm até o dia 30 de junho para responder a pesquisa. São questionamentos adequados ao contexto atual, sendo necessário cerca de 30 a 40 minutos para respondê-los. Os dados são sigilosos e a pesquisa será utilizada pela AMB.

O link foi encaminhado para o e-mail funcional dos juízes e desembargadores de todo o Brasil e foi gerado de forma individualizada para cada e-mail, o que garante que o questionário pode ser respondido a partir de qualquer dispositivo (tablet, celular etc.). O magistrado pode fazer pausa ao responder, bastando acessar o link novamente para terminar a participação. Após o envio das respostas, aquele link específico deixa de ser funcional, não podendo mais ser utilizado.

O link também será disponibilizado no site da AMB. Nesse caso, vai exigir que o magistrado tenha que preencher o questionário de uma vez, pois não haverá possibilidade de interromper e recomeçar.

Fonte: AMB