Magistrados Capixabas participam do Treinamento de Segurança no Rio de Janeiro

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Magistrados Capixabas participam do Treinamento de Segurança Especializada, oferecido pela AMB e coordenado pelo juiz do TJRJ Richard Fairclough, na sede do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) do Rio de Janeiro.

O “Treinamento de Segurança Especializada para os Magistrados”, que reuniu no Rio de Janeiro 32 juízes de todas as regiões do Brasil, foi considerado excelente pelos participantes. Para a presidente da Associação dos Magistrados da Paraíba (AMPB), Maria Aparecida Gadelha, o treinamento é extremamente importante. “O curso nos dá uma visão mais prática do que acontece no combate à criminalidade e como podemos aplicar esses ensinamentos no dia a dia para a nossa própria segurança. Estão de parabéns a Amaerj e a AMB pela iniciativa, com os votos de que possa se repetir para mais magistrados”, disse.

O curso foi promovido, de quinta-feira (28) a sexta-feira (29), pela AMB e organizado pelo juiz do TJ-RJ Richard Fairclough, diretor de Defesa de Prerrogativas e Direitos dos Magistrados da Amaerj. O treinamento teve o objetivo de instruir os juízes sobre segurança preventiva e de sobrevivência para eles e seus familiares. As aulas foram ministradas pela Seção de Instrução Especializada do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

A juíza federal do Rio Simone Bretas destacou que o treinamento tem alto nível de excelência. “Nota 10. Eles abordam todas as questões necessárias para a autodefesa. O curso é completo, maravilhoso”. Os magistrados receberam treinamento específico técnico e tático para saberem reagir a situações de risco, como maneabilidade e instruções de tiro, posições de combate, métodos de progressão e estudo do terreno, deslocamento para o serviço, embarque e desembarque do automóvel.

O juiz Paulo Roberto Caixeta, de Minas Gerais, disse que o curso é fundamental, principalmente para o magistrado que atua na área criminal. “Gostaria que a AMB continuasse incentivando esse curso, que traz equilíbrio e conhecimento”.

Desde o início da atual gestão, em 2016, a Amaerj já promoveu cinco cursos de segurança para os associados. De acordo com o juiz Richard Fairclough, a atividade jurisdicional é de risco e a segurança é inerente às prerrogativas da magistratura, fundamental para ter tranquilidade em decidir com claridade, equilíbrio e justiça.

“Reconhecendo que os órgãos oficiais não podem garantir integralmente a segurança de todos os magistrados, é importante esses treinamentos, para que, utilizando os conhecimentos adquiridos, o magistrado possa tomar a melhor decisão diante da ameaça ou perigo, para garantir a sua segurança e a de sua família”, disse Richard Fairclough.

Ele ainda destacou a união da carreira. “O treinamento nacional nos possibilitou conhecer colegas de outros estados, foi uma troca de experiência muito boa, um grupo maravilhoso, fortalecemos nossos vínculos, fizemos amigos. Essa união é fundamental para que a magistratura possa se fortalecer e enfrentar os ataques que recebemos, bem como os desafios que nos são apresentados diariamente”.

No encerramento, o comandante do Bope, tenente-coronel Alex Benevenuto, disse ser uma honra para o batalhão receber os magistrados. “Não há como pensar no serviço que a Polícia Militar presta para a sociedade se não tivermos proximidade com o Judiciário. O nosso trabalho é totalmente vinculado às ações do Judiciário. As portas do Bope estarão sempre abertas para o Judiciário e os magistrados”.

Juízes sob ameaça
Na abertura, a vice-presidente Institucional da AMB e presidente da Amaerj, Renata Gil, destacou que a magistratura virou atividade de risco. Renata Gil citou casos de ameaças e atentados contra os juízes, principalmente aqueles que trabalham em fóruns próximos a áreas de risco. Pesquisa recente do CNJ mostrou que, em 2017, 110 juízes estavam sob ameaça, 97% deles em função da atuação. No Rio, 30 magistrados precisam de escolta.

Segundo a presidente da Amaerj, o treinamento é importante para que os magistrados tenham noções de segurança. Renata Gil deu as boas-vindas aos juízes e destacou o sucesso do curso, que teve 160 inscritos. Uma nova turma deve ser aberta em breve.

Leia abaixo os depoimentos dos participantes do curso:

– Maria Aparecida Sarmento Gadelha (presidente da AMPB – Associação dos Magistrados da Paraíba)
O treinamento foi muito proveitoso, extremamente importante para os magistrados. O curso nos dá uma visão mais prática do que acontece no mundo do combate à criminalidade e como podemos aplicar esses ensinamentos no nosso dia a dia para a nossa própria segurança. Estão de parabéns a Amaerj e a AMB pela iniciativa, com os votos de que possa se repetir para mais magistrados.

– Átila Naves Amaral (secretário-geral da AMB)
A AMB e a nossa anfitriã, Amaerj, estão de parabéns. Já participei de treinamentos em Goiás, mas aqui é diferente, o enfoque e as dicas do curso são diferentes. O Bope é uma referência. Parabéns para a nossa presidente Renata Gil e para juiz Richard, um colega valoroso, brilhante e agregador que soube tão bem conduzir o treinamento.

– Cleofas Coelho (RN)
A ideia de transpor os muros do Estado do Rio e chegar a todos os Estados é importantíssimo para multiplicar e disseminar a prática da ideia de segurança para os magistrados, que hoje é fundamental para todos. Serve para a segurança não só institucional, dos perigos da carreira da magistratura, mas do dia a dia do cidadão comum para situações de insegurança.

– Renato José Costa Filho (MT)
Mesmo após a aprovação no concurso, esse tipo de treinamento não é ofertado. Não tenho conhecimento de algum tribunal que oferte esse curso com a profundidade que foi ofertado pelo Bope, pela AMB e pela Amaerj. Há a importância pela necessidade de segurança do magistrado e do familiar. São instruções importantes, relacionadas ao dia a dia do magistrado. O curso é ótimo, aconselho a ampliar para que mais colegas possam realizá-lo. A organização é perfeita e o curso é ótimo.

– Paulo Roberto Caixeta (MG)
O curso é fundamental principalmente para o magistrado que atua na área criminal, como eu, que em face do trabalho sofre ameaças. O treinamento como é de excelência. A troca de experiências foi muito válida. Gostaria que a AMB continuasse incentivando esse tipo de curso. Um curso como este traz equilíbrio e conhecimento.

– Maria Segunda Gomes de Lima (PE)
É muito importante conhecer técnicas de autodefesa em qualquer situação de dificuldade, principalmente o magistrado que atua em área criminal. É sempre importante conhecer essas técnicas para saber como se defender. Está tudo de parabéns.

– Simone Bretas (RJ)
O treinamento é nota 10, nível de excelência, perfeito. Eles abordam todas as questões necessárias para a autodefesa.  Tivemos até uma experiência em uma comunidade. O curso é completo, maravilhoso.

– José Ernesto Manzi (SC)
O treinamento foi excelente. Os magistrados precisam ter noções de segurança, para a segurança pessoal e para entender melhor como é o trabalho da polícia. É importante saber dessas questões na hora de julgar eventuais incidentes com policiais. O treinamento é excelente, deveria ser feito por todos os juízes e obrigatório para todos os magistrados que fossem assumir uma vara criminal.

– José Orlando Bremer (PR)
O treinamento é excelente para o magistrado ter noções de segurança pessoal e de sua família. Também é importante para que os magistrados de todo o País observem de perto o trabalho do Bope, dos policiais militares, vendo que eles arriscam suas vidas para defender as nossas. No Rio de Janeiro, em especial, em um clima de absoluta guerra. O treinamento é acima do excelente. É vital para que todos os juízes possam dar mais efetividade ao seu trabalho e conseguir proteger mais a sociedade.

– Fabio Dutra (RJ)
Passamos a ter uma visão do trabalho policial em áreas de altíssimo risco. Foi muito importante porque recebemos muitas orientações valiosas de comportamento para enfrentarmos situações de risco que podem expor a nossa vida e a dos nossos familiares. O treinamento é nota 10.

– Luis Eduardo Fachetti (ES)
A Amages trabalha com essa intenção de criar a ideia de que o magistrado precisa se preocupar com a segurança. Aqui no Rio há um plus que é sentir o que o policial passa na realidade. O trabalho deles é extremamente difícil e percebemos quando participamos deste evento. Agrega para nós tanto na facilidade para julgar em uma melhor percepção ao proferir a decisão quanto na nossa segurança.

– Mauro Nicolau (RJ)
Essa iniciativa da Amaerj e da AMB foi fantástica, não apenas pelas noções de segurança, mas para dar mais valor aos policiais que arriscam suas vidas todos os dias e, às vezes, chegam no Judiciário e são ouvidos mais como bandidos do que como policiais. Os policiais são agentes de segurança do Estado que estão do nosso lado e não contra nós. O curso foi 100%, espero que tenha outros. Muito bom.

– Richard Fairclough (coordenador do treinamento)
A atividade jurisdicional é de risco, o juiz corre riscos, além do comum a todos, também aquele decorrente da sua atividade. A segurança é inerente às prerrogativas da magistratura, e fundamental para se ter tranquilidade para decidir com claridade, equilíbrio e justiça. Reconhecendo que os órgãos oficiais não podem garantir integralmente a segurança de todos os magistrados, é importante esses treinamentos, para que, utilizando os conhecimentos adquiridos, o magistrado possa tomar a melhor decisão diante da ameaça ou perigo, para garantir a sua segurança e a de sua família. Esse treinamento nacional, com magistrados de todo país, também nos possibilitou conhecer colegas de outros estados, foi uma troca de experiência muito boa, um grupo maravilhoso, fortalecemos nossos vínculos, fizemos amigos. Essa união é fundamental para que a magistratura possa se fortalecer, e enfrentar os ataques que recebemos, bem como os desafios que nos são apresentados diariamente.

*As informações são da Assessoria de Comunicação da Amaerj.